Pistas Sobre Danos Causados Pelo Zika Podem Estar Equivocadas Em Casos De Gêmeos

Incapaz de lidar com os cuidados de João Lucas, Neide começou a levá-lo à casa da prima de uma vizinha, que iria cuidar dele. A cuidadora, Valéria Gomes Ribeiro, 46 anos, levou o bebê para sua primeira consulta com um neurologista. Para acalmá-lo, a médica prescreveu Clonazepam, uma droga ansiolítica, mas Neide ainda descobriu que, quando João Lucas estava em casa, sempre acontecia algo de errado. Ele desenvolveu pneumonia e problemas alimentares e até mesmo o que ela chamou de “uma febre emocional”, porque ele parecia sentir a falta de Valéria, disse Neide.

A filha de 11 anos de Neide ficou grávida e teve um aborto, o que resultou em uma visita do Conselho Tutelar. Depois que Neide disse ao conselheiro tutelar que uma amiga estava cuidando do seu bebê com Zika, o Conselho investigou o caso e iniciou procedimentos para retirar João Lucas de sua casa. Para evitar que ele fosse colocado em um abrigo, as duas mulheres e o Estado concordaram que João Lucas viveria com Valéria, enquanto Ana Vitória ficaria com Neide. Por ordem judicial, João Lucas passa os domingos na casa de sua mãe biológica.

Valéria, que enfeitou João Lucas com uma pulseira e um colar com uma figa como amuleto de boa sorte, tenta levá-lo a todos os seus muitos compromissos médicos. Esses compromissos incluem visitas a um psicólogo, que mostra a João Lucas um painel de quadrados pretos e brancos para estimular a sua visão e esfrega a criança com uma esponja coberta com palitos de sorvete para estimular o tato.

Em uma visita, no outono passado, à casa cor verde-esmeralda de Valéria, em uma uma rua de terra e com o 23º salmo pendurado em uma parede amarela, Ana Vitória deu uma volta, segurando uma fatia de pão de ló em uma mão, batendo na mesa com a outra. Alcançando a boca de seu irmão, ela tocou no adesivo verde que os terapeutas…

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